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Desafios da juventude

Como já é do conhecimento de todos, de 23 a 28 de julho, do próximo ano, o Rio de Janeiro terá o privilégio de receber milhões de jovens de todo o Brasil e do mundo inteiro.

Será uma bênção para a nossa Arquidiocese, particularmente para as nossas comunidades paroquiais, pois os jovens trarão muita vitalidade para a nossa Igreja, particularmente na esfera da juventude. Sabemos como a alegria é contagiante, e esses milhões de jovens vão dar um grande testemunho de fé  e determinação no seguimento de Jesus Cristo.

A Jornada vai contribuir para que os jovens, em particular, se sintam fortalecidos para encararem os desafios e superarem os obstáculos.

A propósito dos muitos desafios, vamos considerar três que entendemos que são comuns a muitos dos nossos jovens: a dimensão sexual; a "balada" e o namoro.

No que respeita à dimensão sexual, a família toda, e não somente os pais, devem ser os primeiros formadores e responsáveis pelo amadurecimento sexual dos seus adolescentes. Sem forçar, o diálogo apresenta aquilo que é bom sem medo de ser retrógada. Este é, no meu ver, o melhor caminho.

Da mesma forma como uma comida de qualidade demanda tempo e cuidado para ser confeccionada, também o amor de qualidade exige um bom conhecimento da pessoa amada. Pode parecer antiquada, mas a orientação católica, ao propor a relação sexual somente após a cerimônia do casamento, é a opção mais sensata e responsável para uma adolescência e juventude saudável e madura. No que respeita à "balada", todos reconhecemos o direito de o jovem se divertir e encontrar os amigos para algumas horas de diversão. Porém, é bom lembrar que o jovem não deve descuidar-se de si próprio e dos outros. Sem dúvida, os encontros são uma oportunidade para estreitar laços de amizade e construir relacionamentos verdadeiros. As "baladas" são uma oportunidade positiva, para quem tem a cabeça no lugar, assim como outros ambientes sociais, podendo conduzir a uma verdadeira vivência dos valores da vida humana, como por exemplo a amizade, o respeito e a valorização do outro e da vida. Somos ou não corresponsáveis para criar um mundo novo? Acreditamos ou não que a vida é um presente de Deus e que deve ser preservada a todo custo?

Outro desafio para os jovens é  o namoro. O namoro é um encontro original, diferente e envolvente. Traz consigo horizontes maiores, surpresas arrebatadoras e sonhos fascinantes. O namoro tem um rumo, uma direção e um objetivo. Não se trata de um encontro qualquer. No namoro encontram-se duas histórias, duas consciências, dois possíveis futuros, duas necessidades, duas diferenças que irão dialogar, sorrir, desabafar, confidenciar, confiar, decidir, conviver e planejar um ideal comum. O namoro é a porta de entrada em direção à vida, ao amor, à família, à paternidade responsável. O verdadeiro amor acontece mais, na alma, no coração, na intenção e na consciência do que no corpo. É muito pobre, equivocada, vazia e frustrante a experiência onde só rola paixão, ciúme e sexo. O coroamento do namoro é a decisão em contrair núpcias, formar família, transmitir e educar vidas: os filhos. Namoro não poderá  ser passa tempo, nem programa de fim de semana e muito menos "curtição", fuga de casa ou medo de sobrar...O namoro verdadeiro é iluminado por um ideal, um valor objetivo, a realização de si mesmo e do outro. O saudoso Beato João Paulo II numa carta aos jovens escreveu: " Precisamos, também, de santos sem véu ou batina, que usem calças jeans e tênis, que vão ao cinema e comam pipoca, que escutem música e passeiem com os amigos, que tenham tempo todos os dias para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem a sua castidade.

Precisamos de jovens santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida no nosso tempo, comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais, que vivam no mundo, se santifiquem no mundo e não tenham medo dele. Precisamos de jovens santos que sejam internautas, que amem a Eucaristia e a Palavra de Deus, que tomem um "refri" e comam uma pizza com os amigos, que estejam no mundo e saibam saborear as coisas boas e puras do mundo, mas que não sejam mundanos e saibam que a fortaleza da sua juventude vem de Deus.

Pe. Serafim S. Fernandes

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Filho, Bênção ou Porre!

Filho é como diamante: seu valor e qualidade dependem  de como é lapidado.
Diamante sem ser lapidado vale muito pouco.

Filho sem devida educação pode se tornar um peso tanto para a sua família como para a sociedade.
Se você ama verdadeiramente seu filho, prepare-o para a vida.
Pense seu futuro. Quem quer colher uva doce precisa podar a videira no tempo certo. Nem  antes nem depois.

Alguns princípios são fundamentais:
- Ame muito seu filho
- Ajude-o a passar por decepção e frustrações. Isto não será gostoso para ele, mas o preparará para futuras decepções e contrariedades.

A revista está chamando os universitários de “mimados”. Eles querem  fumar maconha e a polícia  não permite. Então apelam para a baderna.
Só foram adubados e não podados na hora certa.
Quem os aguenta agora?

Se você quer que seu filho seja agora e depois uma bênção e não um porre em sua vida veja como o está preparando.
Tem pais que cometem o absurdo de defender seus filhos, mesmo que estejam errados.
Se você faz isto, misericórdia!

Você não tem mais moral nem autoridade na sociedade e muito menos com seu filho.
Peça a sabedoria de Deus.
Pense no amanhã e faça a devida poda no tempo oportuno.
Porre dá dor de cabeça
Bênção, muita alegria!

Pe Alir Sanagiotto

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O que é Liturgia?

O mais comum em nossas reuniões de liturgia é a pergunta: Isso é litúrgico? Aquilo é litúrgico? Para ajudar as comunidades nestas respostas, daremos alguns passos para esclarecer estas dúvidas.

Primeiro, precisamos definir o que seja liturgia.

O estudo de liturgia que iniciaremos nesta coluna é mais do que um estudo de normas e rubricas que devemos decorar para estarmos em comunhão com a Igreja. Trata-se de algo bem mais profundo que não se limita a este reducionismo que, muitas vezes, parece confundir nossa visão sobre liturgia. Mas, aprofundar a sua espiritualidade e dispor-se a descobrir novos aspectos da figura de Cristo sacerdote, do sacramento da Igreja e das celebrações da vida cristã. É proporcionar firme fundamento à sua vida de oração e de comunhão com Deus. A liturgia, intimamente associada ao uso da Sagrada Escritura, é a grande vitalidade da Igreja e do cristão.

O Conceito de Liturgia:

1- Extrabíblico: A Palavra liturgia vem dos vocábulos gregos leïton (DO ou PARA o povo) e érgon (obra), o que deu leitourgia. Significava obra do povo ou para o povo, donde sintetizamos OBRA PÚBLICA, ou mutirão.

Nas cidades gregas antigas os cidadãos dotados de certo patrimônio eram obrigados a custear serviços públicos, se bem que outros o faziam por vontade própria. Outros eram condenados por crimes pequenos e recebiam como pena a sentença de servir à comunidade. É o que conhecemos hoje como pena de sentença de serviços à comunidade. Aos poucos a palavra leitourgia foi perdendo seu significado de serviço público para designar qualquer tipo de serviço. Do escravo ao seu senhor, de amigo para amigo, do enfermeiro ao doente, etc. A partir do século III a.C. leitourgia assume o sentido religioso de culto aos deuses prestados por pessoas para isto designadas.

2- No Antigo Testamento: A tradução grega dos LXX ou Alexandrina  utiliza leituourgia geralmente ao referir-se aos ritos da Lei de Moisés.

3- No Novo testamento há três conceitos:


a-  
 Sentido Profano: O sentido desta liturgia (Coleta) não deve ser apenas para satisfazer o sentido dos santos (2Cor 9,12). Os que governam, são servidores de Deus, que se desincumbem com zelo o seu ofício -liturgia- (Rm 13,6)

b-    Significado Cúltico, Ritual:
Celebravam eles (os primeiros discípulos) a liturgia em honra do Senhor (At 13,2); Completados os dias do seu ministério (liturgia), Zacarias voltou para casa (Lc 1,23), ou, Moisés aspergiu com o sangue a Tenda e todos os utensílios do culto -liturgia- (Hb 9,21)

c-    Significado Vivencial: Toda a vida do cristão tem que ser um culto a Deus, de modo que nada há aí de profano ou não-religioso: A graça me foi concedida por Deus de ser o ministro (leitourgón) de Cristo Jesus para os gentios, a serviço do Evangelho de Deus... (Rm 15,16) .
A idéia de que toda a vida do Cristão é um culto ou uma liturgia sagrada, encontra-se repetidamente nos escritos de São Paulo, embora nem sempre o Apóstolo use o vocábulo Leitourgia.

Assis, por exemplo: Rm 1,9; e Fl 4,18: exorto-vos irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais vossos corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus; este é o vosso culto espiritual (no Espírito!). Sacrifício ou culto espiritual é o sacrifício ou a oferenda de toda a nossa vida material ou corpórea, penetrada e vivificada pelo Espírito Santo como o sacrifício de Cristo foi movido pelo Espírito Santo: “Cristo, pelo Espírito Santo, se ofereceu a Deus como vítima sem mancha” (Hb 10,5-7.10) Aliás, ao fazer de toda a sua vida uma oblação de culto a Deus, o Cristão não faz senão reproduzir o gesto de Cristo, que desde a sua conceição no seio materno, se ofereceu ao Pai como hóstia viva e consciente, em lugar das vítimas irracionais da Antiga Aliança. Em Cl 1,24, São Paulo vai mais longe num texto que assim poderíamos parafrasear: “sofro eu, não eu; é Cristo quem completa em minha carne o que falta à sua Paixão, em prol do seu corpo, que é a Igreja”. Isso quer dizer que, inserido no Corpo Místico de Cristo pelo Batismo e a Eucaristia, o cristão é remido e torna-se co-rendentor. Contudo, a co-redenção exercida pelo cristão não pode ser equiparada à obra da redenção de Cristo; é subordinada a esta, como participação desta. Só há um Redentor ou Mediador, do qual todas as graças se derivam.
[1] Entre os 250 e 1000 a.C.os judeus domiciliados no Egito (Alexandria), tendo adotado a língua grega, sentiram a necessidade de traduzir para o grego os livros hebraicos e aramaicos do Antigo Testamento. Isto foi feito aos poucos, resultando daí a tradução dita dos LXX ou Alexandrina. Esta tem grande importância porque exprime a mentalidade dos judeus dispersos nos últimos séculos antes de Cristo.

Por enquanto ficamos por aqui!

Até o próximo mês!


Vamos re-ler este texto e discutir com nossa equipe de liturgia?

a-    Leia a Constituição Sacrosanctum Concilium. (Compêndio Vaticano II, Editora Vozes, Petrópolis, 1996, pág 259-306). Quais as Novidades que a Sacrosanctum Concilium apresenta para melhorar a nossa liturgia?
b-    Da liturgia emana a força para a Igreja. Como fazer para que nossas Ações Litúrgicas sejam força para nossas assembléias paroquiais e comunitárias?
c-    “Obediência às normas litúrgicas” (Ecclesia de Eucharistia, 52). Quais os passos que nossa equipe vai dá para conhecer estas normas?
d-    O que é liturgia, no sentido Extra-Bíblico? Como temos realizado este SERVIÇO PÚBLICO? Sabemos da responsabilidade ele implica?



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Formação Litúrgica

Artigo Nº 01 - Formação Litúrgica

O nosso amor à Igreja e nosso desejo de levar Jesus às pessoas nascem do envio Missionário de Jesus: “Ide por todo mundo anunciando o Evangelho”. A liturgia, bem celebrada e atualizada com a nossa vida, torna-se uma grande Escola para encontrarmos Jesus: “Caminho, Verdade e Vida!”

Queremos fazer deste espaço um bom momento para tiramos dúvidas e aperfeiçoar cada vez mais a nossa Liturgia, para que seja de fato: Fonte e Cume da experiência Cristã.

Cada liderança que tiver dúvidas sobre a Ação Litúrgica ou os Critérios de Liturgia, Canto Litúrgico e Pastoral, Roteiro de Celebrações presididas por Ministros Leigos e Diáconos podem encaminhar suas dúvidas para o site do MINISTÉRIO HAGUIDÉNI, ou encaminhá-las diretamente para o Pe. Jairo Dias ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ). A todos nós uma boa caminhada em nossa formação Litúrgica.

O importante para que este espaço seja útil às nossas comunidades é que ele esteja voltado para as dificuldades e dúvidas das equipes das Paróquias e Capelas de nossa Arquidiocese. Todas as dúvidas serão respondidas neste espaço, pois a dúvida de um pode ser a de outro, também.

O Concílio Vaticano Segundo, em seu documento sobre liturgia Sacrosanctum Concilium, acentua para nós o valor da liturgia, mas muitas vezes, estas palavras ficam fora de nosso conhecimento, o que acentua ainda mais as dificuldades das nossas equipes de liturgia.

“A Liturgia é o cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, é a fonte donde emana toda a sua força. Pois os trabalhos apostólicos convergem para uma finalidade, a saber: que todos, feitos pela fé e pelo batismo, filhos de Deus, juntos se reúnam, louvem a Deus na Igreja, participem do Sacrifício e da Ceia do Senhor (SC 10).”

“Toda celebração litúrgica, como obra de Cristo Sacerdote e de seu Corpo que é a Igreja, é uma ação sagrada por excelência, cuja eficácia, no mesmo título e grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja (SC10)”.

“Atualmente também deveria ser redescoberta e valorizada a obediência às normas litúrgicas como reflexo e testemunho da Igreja, Una e Universal, que se torna presente em cada celebração da Eucaristia. O sacerdote, que celebra fielmente a missa, segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que as adere, demonstram de modo silencioso, mas expressivo, o seu amor a Igreja”
(João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia, 52)

Na busca de proporcionar às comunidades e paróquias de nossa Arquidiocese, este “amor silencioso” de que falava o Santo Padre, o Papa João Paulo II, demonstrado pela observância das normas litúrgicas, sinal de nossa comunhão e pertença à Igreja Una e Universal, que esta coluna irá se preocupar. Façamos deste espaço uma oportunidade de crescimento para todos nós. Participe, dê sugestões, apresente suas dúvidas.

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