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NISTO VOS RECONHECERÃO QUE SOIS MEUS DISCÍPULOS...

•    REFLEXÃO DO EVANGELHO: Mt 18,21-19,1

Mais do que um “dia da misericórdia”, queremos que esta semana e com ela, toda nossa vida, seja vivida “na misericórdia” e “pela misericórdia”. Para que a misericórdia se torne “vida” e não meramente tema de “pregação”, precisamos urgentemente experimentá-la, ou seja, reconhecer a presença misericordiosa do Senhor agindo no dia a dia de nossa existência; para enfim, exercitá-la, pois deve começar em nós... a obra de misericórdia deve começar em nós!

“Sede misericordiosos, como vosso Pai do céu é misericordioso...”
Creio que o grande desafio é justamente o “SER misericordioso”, a misericórdia personificada... O Senhor vem me mostrando que aquilo que não podemos reformar em nós mesmos ou nos outros, é preciso suportá-lo com paciência, até que Deus decida de outra forma. Pensa: isto será infinitamente preferível para provar tua paciência, sem a qual nossos méritos têm pouco peso. Em semelhantes dificuldades, deves pedir a Deus que venha em tua ajuda, para que possas suportá-las sem grande desperdício.

Se alguém não cede a um ou dois conselhos, não brigues com ele. Encomenda tudo a Deus, a fim de que seja feita sua vontade (cf. Mt 6,10) e encontre sua glória em todos os seus servos, Ele que sabe transformar o mal em bem. Aprende a paciência tolerando qualquer falta ou fraqueza dos outros; tu também obrigas os outros a suportar muitas coisas. Se não consegues ser como desejarias, por que queres dobrar os outros ao teu querer? Gostaríamos que os outros fossem perfeitos, enquanto deixamos de corrigir nossos próprios defeitos. Queremos que os outros sejam severamente repreendidos; nós não. Desagrada-nos muito a liberdade dos outros, mas não queremos que nos recusem o que pedimos. Queremos que os outros sejam enquadrados em regulamentos, formatos que criamos, mas desde que não soframos a menor imposição. Interessante: esta é a prova de que raramente julgamos o próximo como a nós mesmos! (“Amar o próximo como a nós mesmos”).

Se todos fossem perfeitos, que teríamos de suportar, da parte dos outros, em nome de Deus?! Mas Ele assim dispôs para que aprendamos a carregar os fardos uns dos outros (cf. Gl 6,2). Porque não há ninguém sem defeito, ninguém sem fardo, ninguém que se baste a si mesmo, ninguém suficientemente apto para seus próprios assuntos. É preciso que nos apoiemos uns aos outros, nos consolemos uns aos outros e que nos ajudemos, instruamos e repreendamos. A grandeza da virtude revela-se melhor por ocasião das contrariedades. Como diz o ditado: “pois não são as ocasiões que tornam o homem frágil; elas mostram o que ele é”.

Rezemos juntos:
"Pai bondoso, desejo exercitar hoje a lição do perdão.
Peço-te a graça da vigilância, para estar atento a toda oportunidade de derramar o teu amor sobre aqueles que hoje passarem por mim e deixarem marcas em meu coração.
Recorda-me nessa hora, Senhor, que o teu Filho Jesus já tomou sobre si toda vergonha, toda humilhação, toda injustiça, toda perseguição, a fim de que eu ficasse livre e capaz de retribuir o mal com o bem.
Pai, em Nome de Jesus, hoje vou exercitar o meu direito de perdoar, para permanecer em paz contigo e com todos, abrindo meu coração para todas as bênçãos do céu.
Oro, agora, por todos os que estavam prisioneiros no meu coração (talvez seja bom recordar especificamente algumas pessoas, não é?).
Permito chegar até eles o sangue do teu Filho Jesus derramado na cruz.
Obrigado, Pai, porque esse sangue bendito e salvador foi derramado igualmente por mim e por eles, pelos meus pecados e pelos pecados que me feriram.
Obrigado, Pai, porque a paz pode voltar a reinar em meu coração, pela graça do perdão que flui hoje em mim.
Muito obrigado, Senhor. "


Que o Bom Pastor abençoe a todos!
Com abraço paternal,

Pe. Júlio Cesar

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